Oficina de Dramaturgia no Sesc

Anote na Agenda (13 a 17/04)

TEATRO

Fragmentos QuintanAndo
Com Grupo de Theatro Arte e Fatos
Data: entre 13 e 17 de abril
Horário: 20h30
Local: Teatro de Bolso Cici Pinheiro
Endereço: Casa das Artes, Av. Anhanguera, esq. Rua R-1, Setor Oeste.
Entrada Franca
Informações: 3524-2421

Sinopse: Um ator e seu iluminador estão no teatro em pleno feriado, aguardando a chegada do diretor para o início do ensaio de fragmentos da obra de Mário Quintana.
Enquanto o diretor não chega, o ator inicia um diálogo informal com o iluminador enquanto prepara cenário e adereços que serão utilizados no trabalho.

Seleção de Atores



Interessados em atuar podem se preparar porque no próximo dia 21 de março a Cia. Novo Ato realizará audição para escolha de novos atores. Os artistas participarão da montagem da peça "Ambivalência", do escritor Miguel Jorge, e de outros projetos.
A audição se dará da seguinte forma: Aquecimento vocal e corporal em conjunto, seguido de leitura individual de trechos do texto. A última etapa consiste em uma improvisação baseada no texto lido.

Serviço:
Audição para seleção de novos atores
Inscrição: Enviar currículo através do email cianovoato@yahoo.com.br
Data da audição:21 de Março de 2011
Horário: 15h
Local: Casa das Artes Av. Anhanguera, esquina com rua R 1, Setor Oeste (em frente ao Teatro Inacabado)
Maiores informações: 32101085 ou 8403103

Curso de Economia da Cultura e Empreendedorismo

Dia 15 de março (terça-feira) será realizado em Goiânia o curso de Economia da Cultura e Empreendedorismo. O curso, uma parceria entre Sebrae e Agência de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), é gratuito.
Serão três aulas, entre as 9h e as 17h, de introdução aos conceitos e instrumentos da economia da cultura, com os professores Ana Carla Fonseca Reis, Leandro Valiati e Rodrigo Koff Coulon.
As inscrições podem ser feitas no Centro Cultural Martim Cererê, local do curso, pelo email economiaculturago@gmail.com ou pelo telefone: (62) 3201 9872, com Cláudio, Vanessa ou Paulo.

Curso de Economia da Cultura e Empreendedorismo
15 de março, das 9h às 17h
Centro Cultural Martim Cererê (Rua 94-A, Setor Sul, Goiânia-GO)
Inscrições: (62) 3201 9872 ou economiaculturago@gmail.com
Mais informações: http://culturaempreendedorismo.wordpress.com

Biutiful – um encontro com a morte



Poucas pessoas tem a chance de saber quanto tempo ainda lhes resta de vida. Uxbal (Javier Bardem) é uma delas. Acometido por um câncer de próstata que já se espalhou pelos ossos e fígado, ele tem dois meses.
Mas será que alguém está pronto para essa partida? Talvez poucos ou mesmo, ninguém. Uxbal consegue ver mortos. Fala com eles e os ajuda a se desligarem da vida material. Mas mesmo ele, não está preparado para morrer.
Há em Uxbal principalmente a preocupação sobre o futuro dos filhos pequenos. Além dele, as crianças tem apenas uma mãe bipolar e alcoolatra e um tio malandro. E com certeza não são as pessoas mais saudáveis para cuidar de Ana e Mateo.
E ainda há questões com as quais o personagem deve lidar: Como preparar os outros para sua morte? Como encarar a doença e as dores? Como se preparar para a hora da passagem? Como se despedir da vida?
Talvez muitos pensem em aproveitar cada minuto mergulhado em festas, outros queiram se desculpar por antigas brigas, outros ainda se entreguem á desesperança. Mas nosso herói não. Ele simplesmente continua a viver normalmente. O trabalho, a casa, as crianças.
Há algo que sempre incomoda Uxbal: não ter conhecido o pai, que morreu ao ir da Espanha para o México, fugindo da ditadura. E uma das partes mais bonitas do filme é quando ele vê o corpo embalsamado do pai, que teve que ser retirado do túmulo onde estava enterrado.
É o encontro do pai de duas crianças que vai morrer com o corpo intacto do pai que morreu há décadas. Como se naquele momento eles se apresentassem. Todas as brincadeiras que não fizeram, os cuidados que não tiveram, as brigas que não aconteceram. A morte os toca. Um já enfrentou isso, já fez sua passagem e agora com certeza espera do outro lado o filho. É só uma questão de tempo.
“Biutiful”, de Alejandro González Iñárritu, é um daqueles filmes que nos tocam profundamente. Faz pensar na nossa relação com a morte e principalmente que rumo damos a nossa vida. A morte pode ser amanhã e podemos não estar preparados. Podemos não ter Uxbal para segurar nossa mão e desfazer nossos enganos para que possamos nos despedir tranquilamente da vida.
É a história de um homem, mas também traduz uma realidade vivida por imigrantes em países europeus, já que mostra africanos e chineses em sub-empregos na Espanha. É um drama com pitadas de suspense, mas que não perde o sentido. É uma narrativa muito bem construída, em que nada é dado por acaso nem de graça. É como um colar de pérolas em que o espectador deve construí-lo com elementos dados ao longo do filme. Uma cena no início do longa pode se explicar muito tempo depois, ou no fim do filme, o que deixa tudo mais intrigante.

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O Galo Carijó agora canta nos cinemas



O Campeonato Goiano já está na terceira rodada e todos só falam em Goiás, Vila Nova, Atlético, Crac e por aí vai. Mas e o Goiânia? Bem, o Goiânia Esporte Clube pode não estar lá essas coisas na segunda divisão, mas pelo menos na próxima quarta-feira, dia 26, o clube vai bater um bolão. E dessa vez não será nos gramados, mas nas telas do cinema.
É que o documentário “Goiânia E.C.: O Canto do Galo Carijó”, Breno Magalhães e Victor Hugo de Araújo, conta a história da primeira grande equipe de futebol do Estado. Torcedores, ex e atuais jogadores e dirigentes narram cada lance do time que foi fundado em 1938.
O Goiânia é o terceiro clube com mais títulos estaduais. Mas há entre os amantes do Galo Carijó o mito de que a construção do Serra Dourada teria trazido azar para o time, é a chamada Maldição do Serra Dourada. E essas e outras curiosidades podem ser vistas de graça na quarta-feira, dia 26 de janeiro, no Cine Goiânia Ouro, na Rua 3 do Centro.

Filme: Goiânia Esporte Clube - O Canto do Galo Carijó
Direção: Breno Magalhães e Victor Hugo de Araújo
Dia: 26 de janeiro
Horário: 20h
Entada Franca

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O Concerto – não se pode silenciar algo que grita por dentro



Faxineiro, motorista de ambulância, taxista, guia de museu, judeu asmático, cigano negociante do câmbio negro, carregador de mudanças, figurantes de festas. A orquestra do renomado maestro Andrei Filipov foi reduzida a isso depois que o Partido Comunista decidiu opor-se a ele.
Trinta anos depois de ser humilhado em público, Andrei, que agora é o faxineiro do Bolshoi, intercepta um fax que convida a orquestra oficial para fazer um concerto em Paris. Andrei decide então fazer de tudo para que ele e sua orquestra de fracassados realize O Concerto.
A partir daí começa uma sucessão de acontecimentos que nos fazem questionar se aqueles homens e mulheres não teriam perdido a sensibilidade de artista pelos anos e anos em que foram submetidos a trabalhos não intelectuais. Tirar essas pessoas do palco fez com que elas ficassem desiludidas com a vida, algumas se tornaram alcoólatras, outras simplesmente desistiram de sonhos coletivos e começaram a pensar nos benefícios próprios que poderiam obter em cada situação.
Mesmo com medo de fracassar, Andrei quer desafiar o toque de silêncio imposto pelo Partidão. É uma questão de honra terminar o concerto que havia começado trinta anos antes em Moscou. E para isso ele precisa de uma solista. Ele escolhe a jovem violinista Anne-Marie Jacquet. E o que parece ser uma simples escolha, acaba não sendo.
“O Concerto” (Le Concert), do diretor Radu Mihaileanu, é um filme engraçado e emocionante ao mesmo tempo. Tem alguns exageros, como na cena em que toda a orquestra chega ao aeroporto bêbada. Mas por outro lado, tem uma narrativa bem construída, onde a história vai se mostrando aos poucos e nada é dado de graça.
O filme nos faz refletir que por mais que a vida tome outros rumos, por mais que nosso caminho se distancie do que sonhamos, continuamos a levar dentro de nós o que somos e para o que nascemos. Mesmo faxineiro Andrei continuava sendo maestro e mesmo sem instrumentos, alguns daqueles músicos improvisavam com garrafas de Vodka na mesa do bar. Quantas e quantas vezes aqueles homens tocaram ao dirigir a ambulância, ao vender verduras ou carregar mudanças. Não há como silenciar algo que grita por dentro.

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    Goiânia, Goiás, Brazil
    Jornalista por formação, especialista em Filosofia da Arte. Trabalho em TV, mas sempre ligada ao Jornalismo Cultural, com ênfase em Teatro e Cinema.

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