O malvado sem vocação para a vilania



Gru é o vilão da história, aliás ele quer ser o maior vilão da história. Mas os planos desse malvado estão ameaçados com a chegada de um novato no mundo dos maus. Vetor rouba uma das pirâmides do Egito e passa a ser o mais temido de todos.
Gru, que usa armas ultramodernas até mesmo para congelar clientes de uma lanchonete e comprar um cafezinho, não vai deixar barato. Ele arma um novo plano e decide roubar a lua.
Mas no meio do caminho, Gru adota três órfãs para colocá-las à serviço do mal. E é aí que as coisas começam a mudar. Depois de adotar Margo, Edith e Agnes, ele vê que sua vocação nessa vida não está bem na vilania.
“Meu malvado favorito” (Despicable Me) desconstrói a ideia tão difundida de que há sempre o bonzinho da história e o vilão. É que às vezes o malvado pode fazer coisas boas e o bonzinho não ser tão bom assim. Não há extremos.
E Gru é o exemplo de como as pessoas podem mudar, basta serem estimuladas. Ele queria impressionar, mesmo que fosse pela maldade, mas pelo amor ele descobriu que não precisava impressionar, bastava ser ele mesmo.
Aos poucos as órfãs vão mostrando para o vilão que a vida pode ser muito boa com historinhas para dormir, brincadeiras e beijinhos de boa noite. E ele muda de papel, passa de vilão a herói da história quando tem que enfrentar Vetor.
Além do ótimo enredo que acaba com essa dicotomia entre bem e mal, “Meu malvado favorito” tem ótimos personagens. As meninas são umas gracinhas e as pequenas criaturas amarelas que ajudam Gru são realmente adoráveis, além de divertidas.
Uma coisa que o filme dublado peca é na voz de Gru. O malvado ficou com uma voz que muitas vezes é de difícil entendimento. E logo ele que tem tantas falas em todo o longa! Mesmo assim, vale a pena ver. Se for legendado, melhor ainda!

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    Goiânia, Goiás, Brazil
    Jornalista por formação, especialista em Filosofia da Arte. Trabalho em TV, mas sempre ligada ao Jornalismo Cultural, com ênfase em Teatro e Cinema.

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