Minhas tardes com Margueritte

"Nas histórias de amor não há apenas amor. Nunca dissemos 'eu te amo', mas nos amamos".




A gente sempre acha que o amor nasce entre iguais, descobrindo semelhanças, compartilhando sempre as mesmas coisas. A gente espera e acha que o amor é harmônico. E se ele é harmônico, não precisa fazer vistas grossas para certas diferenças, nem aprender a entender, compreender e muito menos perdoar, perdoar, perdoar.
Mas o amor nem sempre segue as regras da razão e muito menos busca iguais por aí. Acho até que o mais interessante são os opostos, que de pouquinho em pouquinho, vão achando um jeito de encontrar aqui e ali o que pode unir duas pessoas.
E é aí que o amor nasce entre duas pessoas que, a primeira vista, não combinariam. Germain (Gérard Depardieu) é um homem de meia idade, com dificuldade de aprendizado (muitas vezes burro, até) e grosso. Já Margueritte (Gisèle Casadesus) é uma idosa de 95 anos, culta e paciente.
Um dia, contando os pombos da praça, eles se conhecem. E passam dos pombos aos livros. Margueritte começa a ler para Germain, cada dia um pouquinho. E daí nasce a necessidade de se verem todos os dias. Mesmo sem marcar, eles estão lá no mesmo local e horário.
Passar um tempo juntos vira parte do dia. Um prazer, contado minuto a minuto para que comece. E um passa a habitar a vida do outro. A doçura de Margueritte mexe com Germain, que sempre teve que lidar com a indiferença da mãe. E Margueritte encontra em Germain o filho que nunca teve, a quem ensina palavras, pacientemente.
E assim "Minhas tardes com Margueritte" vai se desenrolando com um amor que vai crescendo aos poucos, sendo como tem que ser, um amor paciente e compreensivo. Desse tipo de amor que não precisa de "eu te amo", mas que se mostra nos pequenos gestos e cuidados.

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Pedro de Valdívia e as aulas de história




O assunto é a colonização do Chile pelos espanhóis. Mas não espere livros, quadro e pincel atômico. Não, não é uma aula de história. É uma peça de teatro.
“Pedro De Valdívia, La gesta inconclusa”, do grupo chileno Tryo Teatro Banda, conta de forma divertida as agruras dos europeus que desafiaram os índios sul-americanos para colonizar o Chile e é claro, obter ouro.
Em cena os três atores viram 11 mil, 3 mil, quinhentos homens atravessando as cordilheiras, o deserto, as florestas, o mar, lutando conta o inimigo, vencendo, perdendo, morrendo. Por meio das músicas agitadas e a ótima atuação, o trio se transforma em vários e transporta a plateia para aqueles dias em que o desejo era conquistar.
E conquistar naquela época era sinônimo de subjugar e matar os nativos. Ao longo da peça, vemos guerras e trapaças onde o índio é aniquilado pelo poder bélico do conquistador. Até que descobre que quantidade também pode vencer uma batalha.
E assim vemos nosso protagonista, Pedro de Valdívia, ora poderoso governador, ora acuado pelos nativos. Mas sempre com uma sede muito grande por poder e principalmente, ouro. Capaz de trair seus compatriotas para obter o metal.
“Pedro De Valdívia, La gesta inconclusa” é um espetáculo completo, que mistura ação e música, sem esquecer de um texto apurado. E assim, um assunto denso se passa num piscar de olhos, em pouco mais de uma hora de espetáculo, em meia à muitas risadas.
Há um apreço muito grande à interpretação, às vezes caricata, às vezes no limiar da normalidade, mas muito bem pensada. Até mesmo quando desempenham pequenos papeis, os atores estão lá, com uma presença de palco marcante.
A diversidade musical que eles apresentam é o forte do espetáculo. Ao longo da peça os atores tocam instrumentos de cordas, sopro e percussão. Tudo muito bem encaixado na narrativa.
“Pedro De Valdívia, La gesta inconclusa” é uma daquelas peças capazes de fazer qualquer aluno desinteressado em história se apaixonar pelo assunto.



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“A Farpa” e a necessidade de ritmo



De acordo com o Dicionário Aurélio farpa é “1. Ponta metálica penetrante, em forma de ângulo agudo; 2. Lasca de madeira que por acaso se introduz na pele”. Então é assim, a farpa, aquela que penetra na pele silenciosamente, que machuca com o tempo, que abre uma ferida que muitas vezes não pode cicatrizar.
É essa dor, essa ferida de anos, que a Companhia Mínima leva para os palcos com a peça “A Farpa”. Uma família que vive na roça, carcomida pelo tempo, o atraso e a falta de perspectivas. Pai e filho dementes, uma irmã que sonha em ir embora, uma mãe que lamenta a perda dos filhos, uma irmã morta, um cunhado que já nem fala e um irmão que volta depois de uma temporada na cidade.
A trama gira em torno da dificuldade de sair dos limites da cerca da fazenda e dos ferimentos que isso traz a cada um dos personagens. Há dor estampada em cada um. A dor da morte pela farpa, do sangue jorrando sem que ninguém possa fazer nada.
“A farpa” é até mesmo trágica. Forte, tanto na ação dramática quanto na preparação corporal dos atores. Os traços dos personagens mostram-se bem definidos com gestos e ações repetidas, bem estudadas, que mostram o máximo de sua demência ou desespero, mesmo quando nada é dito.
Mas o trabalho corporal supera e muito o trabalho de interpretação e há problemas principalmente na dicção de alguns atores. É impossível entender a metade do que a atriz que faz a irmã morta diz, o que prejudica o entendimento de algumas cenas.
Isso sem contar que a peça se arrasta no começo. Cantigas, ações repetidas, falas desnecessárias acabam por cansar o público. Até que do meio para o final, a ação começa a se desenrolar, vê-se o que realmente é a história e não um amontoado de coisas sem ligação.
É necessário que se enxugue o começo para que seja impresso o ritmo que “A Farpa” merece e que é conseguido a certa altura da trama. A dança do irmão louco com a irmã morta. Esse é o auge da peça. Aí é que eles mostram a que vieram. Pena que já é no final.

A Farpa foi apresentada pela Companhia Mínima entre os dias 11 e 12 de junho de 2011 no teatro do Centro Cultural Goiânia Ouro.
Direção e Concepção geral: Franco Pimentel
Atores: Allan Silvestre, Andreane Lima, Dulce Roza, Jakeline Araújo, Jenyffer Karla Crispim, Petrônio Magalhães e Wildes Crispim.


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Mostra de teatro de rua

Começa hoje, quinta-feira, 19 de maio, a 8ª Galhofada. A Mostra de teatro de rua acontece todos os anos no Setor Pedro Ludovico e é uma iniciativa de artistas e produtores locais que trabalham voluntariamente.
As apresentações são realizadas gratuitamente na Alameda Henrique Silva com a rua 1014, do Setor Pedro Ludovico, no canteiro central, apelidado de Ilha da Galhofa. A seguir a programação:

Quinta-feira (19 de maio)

16h30 – Macunaíma – Grupo Teatro que Roda
18h30 – Cenas Curtas - circo
17h30 - Rubem – StreetDance
18h - Mr. Sam
18h30 - Pés Nús – ‘Circolando’
19h - Sapequinha
19h30 - Improvisório
19h50 - Zyza Glaybe – Dança contemporânea
20h10h - Thaíse Poeta e Wellington Jhones – Fabrincantes
20h30 - Teatro do Maleiro
21h - Larysse
21h20 - Zyza Glaybe – Dança contemporânea
21h40 - Zabriskie – ‘Amor I Love You’
22h30 - Helinho Breno e David
Pré-molares

Sexta-feira (20 de maio)
18h –‘Amor por Anexins’ – Grupo Guará
19h30 - ‘Cozinha Goiana’ – Trupe de Cirandeiros
21h - ‘Dúplice’
22h - TonZêra e banda

Sábado (21 de maio)
9h – oficinas até 13 horas - inscrições ao lado do circo às 8h
16h – ‘Contação de Histórias’ – TripTrapo
16h30 – Cortejo - Ruas do Setor Pedro Ludovico
18h - Circo Laheto – quadros circenses
19h –‘Favelhaço’ – HipHop
20h – ‘A Última Gota’ – adapt. – Nômades
20h40 -‘Eu, Tu, Ele’ – Gr. Bastet
21h40 – ‘A Fábrica’ – Mímica Grupo Sonhus Teatro Ritual
22h - FéMenina – Lançamento do cd circo
Confraternização na Geppetto

Domingo (22 de maio)
9h – Charanga Jazz
10h - Príncipe Feliz - Cia. Novo Ato
11h -‘Os Artistas Saltimbancos’ – Plenluno
17h - ‘Conta um conto que eu Te Encanto’ - Cia. de Teatro Oops!
18h - ‘Só querer Fazer’ – Mov. Artistas de Rua
19h20 – ‘Que Samba é Esse?’ – Gr. Contemporâneo de Dança
20h - ‘Quintanando’ – Grupo de Theatro Arte e Fogo
21h - ‘Um Dia uma Banana’ – Dra. Angelina
22h - Passarinhos do Cerrado


Oficinas
Trupe da Guadalupe – aparelhos circenses
Eva – dobradura e pintura de rosto
Júlio Rodrigues – Tecido acrobático
Circo Lahetô – técnicas circenses
Sapequinha – Técnicas circenses
Vídeo – UEG – Carlos Cipriano
Streetdance - Rubens
Gravura/Carimbo – Manoela
Grupo Sonhus Teatro Ritual – Iniciação Mímica
Vânia Ferro – pintura
Aline - Bolhas Gigantes
Danilo Alencar – Teatro
Atividade lúdica funcional - Sabrina

Programação Cultural na PUC Goiás

Entre os dias 23 e 25 de maio acontece a 7ª Semana de Cultura e Cidadania da PUC Goiás. As apresentações, com a presença da banda Pato Fu no primeiro dia, serão no estacionamento da área 1 da universidade. Todas são gratuitas.

Clique na imagem para ampliar e ver a programação:

Aulas de Tecido Acrobático

Estão abertas as inscrições para o Curso Livre de Tecido Acrobático na Escola de Circo do Centro Cultural Gustav Ritter. Serão oferecidas turmas de iniciantes e avançados para jovens a partir dos 14 anos e adultos.
As inscrições são gratuitas e vão até sexta-feira, dia 6. São 30 vagas e os interessados devem apresentar cópia da carteira de identidade, CPF, comprovante de endereço e atestado médico.
As aulas acontecem duas vezes por semana e começam no dia 9 de maio. Serão feitos exercícios de preparação física dos alunos, como alongamentos, relaxamento e fortalecimento. Além de valorizar o trabalho em equipe, com atividades de socialização e cooperação, técnicas de solo, rolamentos e saltos e técnicas aéreas no tecido.


Mais informações: 3201-4700

Oficina de Dramaturgia no Sesc

Anote na Agenda (13 a 17/04)

TEATRO

Fragmentos QuintanAndo
Com Grupo de Theatro Arte e Fatos
Data: entre 13 e 17 de abril
Horário: 20h30
Local: Teatro de Bolso Cici Pinheiro
Endereço: Casa das Artes, Av. Anhanguera, esq. Rua R-1, Setor Oeste.
Entrada Franca
Informações: 3524-2421

Sinopse: Um ator e seu iluminador estão no teatro em pleno feriado, aguardando a chegada do diretor para o início do ensaio de fragmentos da obra de Mário Quintana.
Enquanto o diretor não chega, o ator inicia um diálogo informal com o iluminador enquanto prepara cenário e adereços que serão utilizados no trabalho.

Seleção de Atores



Interessados em atuar podem se preparar porque no próximo dia 21 de março a Cia. Novo Ato realizará audição para escolha de novos atores. Os artistas participarão da montagem da peça "Ambivalência", do escritor Miguel Jorge, e de outros projetos.
A audição se dará da seguinte forma: Aquecimento vocal e corporal em conjunto, seguido de leitura individual de trechos do texto. A última etapa consiste em uma improvisação baseada no texto lido.

Serviço:
Audição para seleção de novos atores
Inscrição: Enviar currículo através do email cianovoato@yahoo.com.br
Data da audição:21 de Março de 2011
Horário: 15h
Local: Casa das Artes Av. Anhanguera, esquina com rua R 1, Setor Oeste (em frente ao Teatro Inacabado)
Maiores informações: 32101085 ou 8403103

Curso de Economia da Cultura e Empreendedorismo

Dia 15 de março (terça-feira) será realizado em Goiânia o curso de Economia da Cultura e Empreendedorismo. O curso, uma parceria entre Sebrae e Agência de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), é gratuito.
Serão três aulas, entre as 9h e as 17h, de introdução aos conceitos e instrumentos da economia da cultura, com os professores Ana Carla Fonseca Reis, Leandro Valiati e Rodrigo Koff Coulon.
As inscrições podem ser feitas no Centro Cultural Martim Cererê, local do curso, pelo email economiaculturago@gmail.com ou pelo telefone: (62) 3201 9872, com Cláudio, Vanessa ou Paulo.

Curso de Economia da Cultura e Empreendedorismo
15 de março, das 9h às 17h
Centro Cultural Martim Cererê (Rua 94-A, Setor Sul, Goiânia-GO)
Inscrições: (62) 3201 9872 ou economiaculturago@gmail.com
Mais informações: http://culturaempreendedorismo.wordpress.com

Biutiful – um encontro com a morte



Poucas pessoas tem a chance de saber quanto tempo ainda lhes resta de vida. Uxbal (Javier Bardem) é uma delas. Acometido por um câncer de próstata que já se espalhou pelos ossos e fígado, ele tem dois meses.
Mas será que alguém está pronto para essa partida? Talvez poucos ou mesmo, ninguém. Uxbal consegue ver mortos. Fala com eles e os ajuda a se desligarem da vida material. Mas mesmo ele, não está preparado para morrer.
Há em Uxbal principalmente a preocupação sobre o futuro dos filhos pequenos. Além dele, as crianças tem apenas uma mãe bipolar e alcoolatra e um tio malandro. E com certeza não são as pessoas mais saudáveis para cuidar de Ana e Mateo.
E ainda há questões com as quais o personagem deve lidar: Como preparar os outros para sua morte? Como encarar a doença e as dores? Como se preparar para a hora da passagem? Como se despedir da vida?
Talvez muitos pensem em aproveitar cada minuto mergulhado em festas, outros queiram se desculpar por antigas brigas, outros ainda se entreguem á desesperança. Mas nosso herói não. Ele simplesmente continua a viver normalmente. O trabalho, a casa, as crianças.
Há algo que sempre incomoda Uxbal: não ter conhecido o pai, que morreu ao ir da Espanha para o México, fugindo da ditadura. E uma das partes mais bonitas do filme é quando ele vê o corpo embalsamado do pai, que teve que ser retirado do túmulo onde estava enterrado.
É o encontro do pai de duas crianças que vai morrer com o corpo intacto do pai que morreu há décadas. Como se naquele momento eles se apresentassem. Todas as brincadeiras que não fizeram, os cuidados que não tiveram, as brigas que não aconteceram. A morte os toca. Um já enfrentou isso, já fez sua passagem e agora com certeza espera do outro lado o filho. É só uma questão de tempo.
“Biutiful”, de Alejandro González Iñárritu, é um daqueles filmes que nos tocam profundamente. Faz pensar na nossa relação com a morte e principalmente que rumo damos a nossa vida. A morte pode ser amanhã e podemos não estar preparados. Podemos não ter Uxbal para segurar nossa mão e desfazer nossos enganos para que possamos nos despedir tranquilamente da vida.
É a história de um homem, mas também traduz uma realidade vivida por imigrantes em países europeus, já que mostra africanos e chineses em sub-empregos na Espanha. É um drama com pitadas de suspense, mas que não perde o sentido. É uma narrativa muito bem construída, em que nada é dado por acaso nem de graça. É como um colar de pérolas em que o espectador deve construí-lo com elementos dados ao longo do filme. Uma cena no início do longa pode se explicar muito tempo depois, ou no fim do filme, o que deixa tudo mais intrigante.

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O Galo Carijó agora canta nos cinemas



O Campeonato Goiano já está na terceira rodada e todos só falam em Goiás, Vila Nova, Atlético, Crac e por aí vai. Mas e o Goiânia? Bem, o Goiânia Esporte Clube pode não estar lá essas coisas na segunda divisão, mas pelo menos na próxima quarta-feira, dia 26, o clube vai bater um bolão. E dessa vez não será nos gramados, mas nas telas do cinema.
É que o documentário “Goiânia E.C.: O Canto do Galo Carijó”, Breno Magalhães e Victor Hugo de Araújo, conta a história da primeira grande equipe de futebol do Estado. Torcedores, ex e atuais jogadores e dirigentes narram cada lance do time que foi fundado em 1938.
O Goiânia é o terceiro clube com mais títulos estaduais. Mas há entre os amantes do Galo Carijó o mito de que a construção do Serra Dourada teria trazido azar para o time, é a chamada Maldição do Serra Dourada. E essas e outras curiosidades podem ser vistas de graça na quarta-feira, dia 26 de janeiro, no Cine Goiânia Ouro, na Rua 3 do Centro.

Filme: Goiânia Esporte Clube - O Canto do Galo Carijó
Direção: Breno Magalhães e Victor Hugo de Araújo
Dia: 26 de janeiro
Horário: 20h
Entada Franca

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O Concerto – não se pode silenciar algo que grita por dentro



Faxineiro, motorista de ambulância, taxista, guia de museu, judeu asmático, cigano negociante do câmbio negro, carregador de mudanças, figurantes de festas. A orquestra do renomado maestro Andrei Filipov foi reduzida a isso depois que o Partido Comunista decidiu opor-se a ele.
Trinta anos depois de ser humilhado em público, Andrei, que agora é o faxineiro do Bolshoi, intercepta um fax que convida a orquestra oficial para fazer um concerto em Paris. Andrei decide então fazer de tudo para que ele e sua orquestra de fracassados realize O Concerto.
A partir daí começa uma sucessão de acontecimentos que nos fazem questionar se aqueles homens e mulheres não teriam perdido a sensibilidade de artista pelos anos e anos em que foram submetidos a trabalhos não intelectuais. Tirar essas pessoas do palco fez com que elas ficassem desiludidas com a vida, algumas se tornaram alcoólatras, outras simplesmente desistiram de sonhos coletivos e começaram a pensar nos benefícios próprios que poderiam obter em cada situação.
Mesmo com medo de fracassar, Andrei quer desafiar o toque de silêncio imposto pelo Partidão. É uma questão de honra terminar o concerto que havia começado trinta anos antes em Moscou. E para isso ele precisa de uma solista. Ele escolhe a jovem violinista Anne-Marie Jacquet. E o que parece ser uma simples escolha, acaba não sendo.
“O Concerto” (Le Concert), do diretor Radu Mihaileanu, é um filme engraçado e emocionante ao mesmo tempo. Tem alguns exageros, como na cena em que toda a orquestra chega ao aeroporto bêbada. Mas por outro lado, tem uma narrativa bem construída, onde a história vai se mostrando aos poucos e nada é dado de graça.
O filme nos faz refletir que por mais que a vida tome outros rumos, por mais que nosso caminho se distancie do que sonhamos, continuamos a levar dentro de nós o que somos e para o que nascemos. Mesmo faxineiro Andrei continuava sendo maestro e mesmo sem instrumentos, alguns daqueles músicos improvisavam com garrafas de Vodka na mesa do bar. Quantas e quantas vezes aqueles homens tocaram ao dirigir a ambulância, ao vender verduras ou carregar mudanças. Não há como silenciar algo que grita por dentro.

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Oficinas de teatro nas férias

Interessados em aproveitar as férias para cursar oficinas de teatro não podem perder a 18ª edição das Oficinas de Férias, uma parceria da Casa das Artes com a Secult. As aulas acontecerão entre os dias 17 de janeiro e 4 de fevereiro.
Serão oferecidas cinco opções de oficinas: Formação do Ator, com Ivan Lima; Expressão e Preparação Corporal, com João Bosco Amaral; Teatro Infantil, com Marília Ribeiro; e Técnicas Circenses, com Francisco Nikollay. As aulas serão na Casa das Artes, que fica perto do Zoológico, no Setor Oeste.
A inscrição custa R$ 30,00 e pode ser feita no Centro Cultural Goiânia Ouro (Rua 3, com a 9, Centro) entre as 14h e as 19h. Não há prazo determinado para inscrições. Elas duram enquanto tiverem vagas.

Conheça as Oficinas:

Oficina de Formação do Ator - Ivan Lima
Dias: 17/01 a 21/01
Horário: 19h às 21 hrs
Vagas: 25
Na maturidade, o mestre russo Stanislavski defendia a importância do Método da Ação Física. Para se compreender o método, tem-se primeiro de entender a ação física. Ela baseia-se numa premissa de toda a emoção flui independente da vontade - a menos que o ator possa sobre ela exercer total controle, assim como tem-se sobre o corpo. Dominando-se a ambos, a vontade passa a controlar emoções como os movimentos somáticos.
Na Oficina serão feitos exercícios em que a memória emocional é evocada, algo que Stanislavski desenvolveu como ferramenta de ensaio ou técnica de pesquisa. Ao final, há apenas o corpo, sob total controle. A interação entre ator e diretor passa, portanto, pelo desenvolvimento da melhor forma de desempenho, que se procura obter durante os ensaios, que será desenvolvida atrvés de Jogos Teatrais e Exercícios de Improvisação.
Ivan Lima: Formou-se Ator e Diretor Teatral pelo Conservatório Nacional de Teatro do Rio de Janeiro, estudou com os Professores Ziembinsky e Eugenio Kusnet. Sua estréia no teatro foi em 1965 com a ComedieFrançaise, na peça de Feydeau, Um Fil a La Patte, logo após participou de A Peregrina de W.B.Yeats, Santa Joana de Bernard Shaw.
Em 1968, um Gosto de Mel de ShelaiDelaney, onde ganhou o Prêmio de Revelação.
Em São Paulo, estréiou em 1970 com Os Mistérios do Amor de Eduardo Borsato, participando entre outros espetáculos de O Comprador de Fazendas, com Dulcina de Morais, A Vida Escrachada com Marília Pera, A Ratoeira, com Irene Ravache e Joana Fomm,Tem Banana na Banda, com Darlene Glória, A Viagem, Antonica da Silva , Bye ByePororoca,BoyMeets Boy, HAIR, A Paixão de Drácula, GENI, Afinal Uma Mulher de Negócios, Perfume de Camélia,A Barca de Veneza, Tartufo, com Paulo Autram, São Paulo Nigth Andei, Vison Voador, 1789 Revolução Francesa (com Maurice Bèjart),entre outros.
Como Diretor Teatral fez Como é chato ser Deus, Os Mistérios do Amor, A Paixão de Drácula, Amor de Poeta, Na Alemanha dirigiu Dichterliebe na Ópera de Dusseldorf, Clara Schumam com Irene Ravache.
Recentemente, em Goânia, dirigiu Laio (sucesso de público), Olho de Edgard Allan Poe, para a Cia. 0ops!.. Neste momento, está montando de seu novo espetáculo: Monólogo para um Ator.

Oficina de Expressão e Preparação Corporal - João Bosco Amaral
Dias: 24/01 a 28/01
Horário: 19h às 21 hrs
O Corpo é a principal ferramenta de trabalho de um ator. Pensando nisto, desenvolvemos esta oficina para trabalhar os diversos aspectos do trabalho corporal, tanto técnico quanto criativo do ator. A Oficina irá trabalhar a Consciência Corporal do aluno, buscando explorar a criatividade de criação corporal a partir de elementos do Teatro Físico, da Mímica, da Dança, da Carnavilização e do Improviso, objetivando desenvolver no aluno/ator um corpo dilatado, presente e preparado para o Jogo Cênico.
Conteúdo Programático:
- Treinamentos Energéticos
- Alongamentos
- Aquecimento físico
- Teatro Físico
- Mímese
- Conscientização física
- Acrobacias
- Concatenação de movimentos
- Partitura Corporal
- Técnicas de Dança
- Treinamentos técnicos
- Mímica

João Bosco Amaral: Ator, Diretor e pesquisador Teatral, João Bosco Amaral, apesar da tenra idade, já possui uma interessante experiência na encenação. É fundador da Cia. Teatral Oops!.. e participou de diversos espetáculos de diferentes Cias no estado de Goiás, tanto como ator, quanto como diretor. Ganhou diversos prêmios em Festivais por todo país como ator, iluminador e dramaturgo. É Criador e organizador do Festival Nacional de Teatro de Goiânia, da Temporada Casa das Artes e das Oficinas de Férias. Desenvolve cursos e oficinas em Goiânia e cidades do interior do estado. Está em cartaz atualmente com os espetáculos Tempo Esgotado, Macário, Oops!.. e Conta um Conto que Eu te Encanto e o recém estreado Olho. Já participou de mais de 200 comerciais para TV em todo o Brasil. João Bosco é reconhecido pelo trabalho de pesquisa desenvolvido no campo do Teatro Contemporâneo, tanto do ponto de vista da encenação quanto da atuação.


Oficina de Teatro Infantil - Marília Ribeiro
Dias: 17/01, 19/01, 21/01, 24/01, 25/01 e 26/01
Horário: 14h às 16hrs
Vagas: 25
Será constituída por jogos teatrais de improvisação para o teatro com exercícios de atuação ensinando as crianças e adolescentes, através da prática, a apreender as estruturas da linguagem teatral por meio da criatividade com descrições instruções e avaliação das cenas por parte dos alunos-atores.
Uma oficina para quebrar toda a sorte de barreiras em uma sala de ensaio com crianças que tenham ou não facilidade de verbalização e expressão dando a oportunidade de superação de si mesmas. Aprender a ouvir e respeitar, trabalhar em equipe com consciência apurada e tornar-se mais seguros com a estimulação de ações criadoras.
A oficina de teatro destinada ao público infantil busca promover a sensibilização e desinibição das crianças, através de improvisações, dramatização, exercícios corporais e vocais e criações de cena e personagens; além de trazer jogos e brincadeiras, que são atividades sempre muito bem-vindas no processo de desenvolvimento infantil.
Marília Ribeiro: Atriz e autora da Cia Novo Ato formada em Artes Cênicas e realizou vasto repertório que inclui comédia, drama, tragédia e infantil. Ministrou oficinas em várias cidades juntamente com a encenação de seu repertório e estão montando peças infantis como "O Príncipe Feliz".

Oficina de Técnicas Circenses - Francisco Nikollay
Dias: 31/01 a 4/02 de fevereiro
Horário: 19h às 21hrs
Vagas: 20
Na oficina os alunos aprenderão técnicas de alongamento e expressão corporal, Acrobacia aérea ( tecido acrobático), pirofagia, acrobacia de solo, malabarismo e Clown. A idéia é que o aluno tenha uma noção das diversas técnicas que compõem um espetáculo circense e da multiplicidade de possibilidades que um artista circense deve possuir.
Conteúdo Programático:
- Alongamento
- Acrobacia de Solo
- Técnicas de Comicidade
- Tecido Acrobático
- Pirofagia
- Malabarismo
- História do circo
- Auto-Maquiagem
- Gagues Circenses

Francisco Nikollay: Ator, artista circense e bailarino integrante da Cia. Teatral Oops!.. . Atualmente faz diversos trabalhos por toda a cidade, ministra cursos periódicos e oficinas por todo estado. Participa das Oficinas de Férias há 5 anos. Trabalha também como maquiador e preparador corporal de diversos grupos da cidade. Atualmente faz a preparação corporal dos atores da Caminhada de Fé de Trindade.


Mais informações: 3524-2542 ou oficinas.casadasartes@gmail.com

Inscrições abertas para curso de dramaturgia

Estão abertas até o próximo dia 15 de janeiro as inscriçõs para o projeto Nova Dramaturgia Goiana. O objetivo do projeto é iniciar e formar novos dramaturgos, dando suporte básico para que entendam a linguagem teatral bem como sua história.
O programa é composto por cinco módulos, sendo quatro presenciais distribuídos ao longo de duas semanas e um módulo virtual de consultoria via internet para orientação da elaboração de um texto teatral.
Os módulos presenciais são: Iniciação à História do teatro através da dramaturgia, Rudimentos técnicos comparativos para uma iniciação à escritura dramática, O lúdico experimental e Introdução à Escrita Dramática - fontes animistas da criação.
O curso será realizado de 24 de janeiro a 5 de fevereiro, das 18h30 às 22 horas. Fazem parte do corpo docente os professores Constantino Isidoro, Hugo Zorzetti e Nilton Rodrigues.
Os participantes que cumprirem todas as etapas e requisitos do curso terão direito a uma Bolsa Formação no Valor de R$ 200,00. Os melhores textos resultantes do curso serão performados por atores profissionais em leituras dramáticas públicas e disponibilizados em um site.

Para se inscrever:

1) As inscrições para o curso Nova dramaturgia Goiana estarão abertas no período de 01 de dezembro/2010 a 15 de janeiro/2011, exclusivamente por e-mail encaminhado ao endereço novadramaturgiagoiana@gmail.com

2) Para concorrer às vagas oferecidas os interessados deverão encaminhar carta de intenção e anexar currículo para o e-mail novadramaturgiagoiana@gmail.com

3) O curso oferece 20 vagas serão distribuídas pelos promotores do projeto mediante processo seletivo e parcerias com entidades culturais da cidade.

4) A lista de selecionados será divulgada em 17 de janeiro de 2011.

5) Os selecionados deverão efetuar matrícula nos dias 17 e 18 de Janeiro/2011, comparecendo na sede administrativa da Anthropos Companhia de Arte, situada a Avenida Anhanguera n° 5389, Edifício Anhanguera - Sala 1804 – Setor Central – no horário das 9 as 16 horas.

6) Havendo vagas disponíveis, haverá em 19 de janeiro/2011 o anúncio de 2º chamada de selecionados, cujas matriculas serão realizadas neste mesmo dia, mediante realização dos procedimentos do item anterior.

7) Os participantes que cumprirem com aproveitamento todos os módulos do curso e produzirem o texto teatral terão direito a uma bolsa formação no valor de R$ 200,00 a ser paga na solenidade de encerramento do projeto.

8) O curso será realizado no período de 24 de janeiro a 5 de fevereiro de 2011, no turno Noturno, das 18h30 às 22 horas.

9) Informações: (62) 8416-6252

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    Goiânia, Goiás, Brazil
    Jornalista por formação, especialista em Filosofia da Arte. Trabalho em TV, mas sempre ligada ao Jornalismo Cultural, com ênfase em Teatro e Cinema.

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