Temas polêmicos em cena com Balé de Sangue*



Violência, miséira, pobreza, ignorância, frustração. Histórias que revoltam e criam um certo desconforto no público. Essas são as notas que dão o tom do espetáculo teatral Balé de Sangue, interpretado por Ancelmo Soares.

Os textos que compõem o espetáculo são obras do autor Marcelino Freire. São narrativas de vida de pessoas comuns, mas que a sociedade teima em esconder. São mazelas sociais, tabus e temas proibidos.

Uma mulher grávida que confessa que doa os filhos, um menino abusado sexualmente pelo pai, uma mulher que é estuprada e fica grávida do estuprador e um homem que tenta o suicídio, esses são os personagens que compõem Balé de Sangue. Todos são interpretados por Ancelmo Soares.

O ator afirma que teve o primeiro contato com os textos de Marcelino Freire ainda na faculdade de Artes Cênicas. “São textos que falam por si só, são personagens que se expõem de forma dolorosa”, conta Ancelmo Soares.

A estréia da peça foi em abril de 2007. Ainda faltava ritmo até mesmo devido à dificuldade de segurar uma platéia inteira com apenas um ator e a dificuldade de dar vida a personagens tão profundos e fortes como os de Marcelino. Quanto a isso, Ancelmo afirma que está mais maduro para a reapresentação: “O autor da peça assistiu uma apresentação e pôde esclarecer coisas que eu ainda não tinha percebido. Acho que meus personagens estão mais completos agora.”

Autor
O autor pernambucano Marcelino Freire se destacou com a trilogia de contos de temática social: Angu de Sangue, Balé Ralé e Contos Negreiros.

*Essa crítica foi escrita por mim no dia 27 de julho de 2007 e publicada no jornal Diário da Manhã.

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    Goiânia, Goiás, Brazil
    Jornalista por formação, especialista em Filosofia da Arte. Trabalho em TV, mas sempre ligada ao Jornalismo Cultural, com ênfase em Teatro e Cinema.

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