Conversas fílmicas – O início

Durante conversas no MSN eu e um amigo, o jornalista José Aurélio Mendes, decidimos trocar experiências fílmicas. A ideia seria a seguinte: eu escolheria uma lista de dez filmes para que ele assistisse e eu teria uma lista com outros dez para ver. Não só isso, também teríamos que escrever sobre os longas.
Achei a ideia ótima, visto que eu poderia me inserir numa outra categoria de filmes, bem diferentes daqueles que assisto normalmente e também compartilharia meus longas preferidos com um amigo.
Sofri o primeiro impacto quando li a lista preparada pelo José Aurélio, a grande maioria composta por filmes de ação (eu adoro drama!). Confesso, “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” e “Fogo contra fogo” me aterrorizaram só pelo nome (eu sei, eu sei, é puro preconceito com esse gênero). Depois do baque inicial fiquei curiosa para vê-los e achei que poderia ser uma experiência muito proveitosa.
Nesse fim de semana fui até a locadora para alugar o primeiro filme da lista. Fiquei com um certo receio da prateleira onde uma placa anunciava em letras garrafais: AÇÃO. Ai ai, tive que me segurar para não sair correndo quando vi que os longas da minha lista estava ao lado de “Conan, o Bárbaro” e “Sr. e Sr. Smith”. Entretanto, resisti e continuei procurando pelo título. Mas juro que pensei “isso não vai dar certo” quando eu vi os atores com armas nas mãos nas capas dos DVDs que eu iria locar ao longo das próximas semanas.
Agora acho que muito mais que uma experiência proveitosa, essa conversa fílmica entre amigos vai me ajudar a superar alguns preconceitos que eu nem sabia que tinha.

A lista preparada por José Aurélio para mim é a seguinte:

1. Miami Vice
2. Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes
3. Quero Ser John Malcovik
4. Por Um Triz
5. Ronin
6. Fogo contra Fogo
7. As Duas Faces de Um Crime
8. Irreversível
9. O encantador de Cavalos
10. Tempo de Despertar


Mayara Vila Boa


Da mesma forma que a minha colega Mayara, fiquei receoso de dormir no meio de um dos filmes, parar de assistir antes do fim ou mesmo ter uma diabetes tipo 2, sintoma típico de quem exagera no gênero “água-com-açúcar”. Mais atento aos títulos percebi que poderia não ser o caso. Como crítica de cinema, formada e pós-graduada, não seria esse o gosto de Mayara. Decidi embarcar nesse desafio. Como já dizia um “amigo meu”, “a mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original". Essa colisão de mundos só poderia resultar em mais conhecimento e sensibilidade. Abaixar o cano das armas e apagar o pavio das bombas seria uma oportunidade para conhecer, não só a Mayara, mas toda uma fatia da população que enxerga mais do que o óbvio nas telas e sente a necessidade de algo mais profundo para que a ida ao cinema valha à pena. Como pensa esse pessoal “cabeça”? É o que vou começar a entender agora. Espero que depois dessa sequência de títulos eu já possa dar carteirada de entendido no gênero dramático nas rodas intelectuais dos jornalistas mais conceituados.



A lista indicada a mim pela Mayara foi:

1. O Fabuloso Destino de Amelie Poulin
2. A vida dos outros
3. Casa vazia
4. Cinema paradiso
5. Antes do amanhecer
6. Antes do por do sol
7. Frida
8. Era uma vez no oeste
9. O ano em que meus pais saíram de férias
10. Matching Point

José Aurélio
2 Responses
  1. Inayá Damásio Says:

    Eu nem acredito que a Mayara irá assistir " O encantador de cavalos" !!! Eu tinha até uma fita com esse filme...Ela nunca quis assistir, não deve nem lembrar de tanto que ficou interessada. rsrsrs
    Agora ela pode assistir até "O encantador de cães"!!!kkk
    Muito bom mesmo! Estou curiosa para ver as críticas dos dois.


  2. Pronto, José Aurélio, você conseguiu ressuscitar um ressentimento! kkkk


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    Goiânia, Goiás, Brazil
    Jornalista por formação, especialista em Filosofia da Arte. Trabalho em TV, mas sempre ligada ao Jornalismo Cultural, com ênfase em Teatro e Cinema.

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